
20 de ago
Às vésperas do início da safra 26/27, evento também terá transmissão online para que produtores rurais de todo o Brasil possam acompanhar as palestras, entender os impactos das novas tecnologias na competitividade do agronegócio e se preparar para o próximo ciclo produtivo
O momento é chave: enquanto indústria, fornecedores, concessionários e produtores rurais buscam entender o complexo cenário atual, também começam a planejar suas estratégias e investimentos para o início da safra 2026/2027 que se aproxima no horizonte. Ao mesmo tempo, o avanço da inteligência artificial, a busca pela redução das emissões de carbono e o uso estratégico de dados estão mudando a forma como máquinas agrícolas são desenvolvidas, operadas e integradas à produção. E é justamente neste momento privilegiado do calendário que o Simpósio SAE BRASIL de Máquinas Agrícolas chega para trazer luz ao mercado. Com o tema “Máquinas Agrícolas para um agro inteligente e descarbonizado”, o evento acontece no dia 2 de setembro, no Teatro do CIEE Banrisul, em Porto Alegre (RS).
“O que a gente está falando é como a tecnologia, a inovação e as novas ideias estão mudando o campo. Além de uma programação técnica de alto nível, será uma excelente oportunidade para nos reunirmos, trocarmos experiências e conhecermos também as soluções apresentadas pelos expositores”, comenta Rodrigo Bonato, Chairperson do Simpósio e Vice-Presidente de Vendas e Marketing para a América Latina na John Deere.
Tradicional no calendário do setor, o evento reunirá profissionais, especialistas, empresas e lideranças da indústria para discutir os impactos das transformações tecnológicas sobre a agricultura e os caminhos para uma mecanização mais eficiente, conectada e sustentável. A programação abordará desde os cenários para o agronegócio até novas aplicações de inteligência artificial, transição energética e modelos de negócio baseados em dados.
Para Leandro Pires, Diretor Regional Porto Alegre da SAE BRASIL, a transformação tecnológica das máquinas agrícolas já ultrapassa a questão da automação e passa a influenciar diretamente a tomada de decisão no campo. “Estamos diante de uma mudança estrutural na indústria de máquinas agrícolas. A máquina deixa de ser apenas um equipamento utilizado para executar uma operação e passa a atuar como uma plataforma capaz de gerar dados, interpretar informações e apoiar decisões. O desafio agora é transformar toda essa tecnologia em ganhos concretos de produtividade, eficiência e sustentabilidade para o produtor”, afirma.
A programação começa com uma análise de Carlos Cogo sobre os cenários e perspectivas para o agronegócio, contextualizando tendências econômicas, tecnológicas e ambientais que impactam toda a cadeia produtiva. Em seguida, o painel “Descarbonização do Powertrain Agrícola: risco ou oportunidade?” colocará em discussão os desafios técnicos, econômicos e estratégicos relacionados à transição energética das máquinas agrícolas e seus efeitos sobre a indústria e os produtores.
A inteligência artificial terá espaço de destaque no Painel Internacional – “IA no Campo: da Telemetria à Decisão Autônoma”, que discutirá como dados, sensores, telemetria, inteligência embarcada e machine learning estão ampliando a capacidade das máquinas de interpretar condições de operação e apoiar decisões cada vez mais autônomas.
“A IA tende a mudar não apenas a forma como utilizamos as máquinas, mas também a relação entre fabricantes, produtores e toda a cadeia do agronegócio. Quanto mais dados de qualidade forem gerados e integrados, maior será a capacidade de transformar informação em decisão e antecipar problemas no campo”, destaca Leandro Pires.
O simpósio será encerrado com o debate “Máquinas como plataforma de dados: o novo modelo de negócio do agro”, que discutirá a evolução do papel dos equipamentos agrícolas na geração de valor. A proposta é analisar como a integração entre máquinas, conectividade, dados e serviços pode criar novas oportunidades de negócios e modificar modelos tradicionais da indústria.
Para a SAE BRASIL, o debate ganha relevância em um momento em que a competitividade do agronegócio está cada vez mais associada à capacidade de produzir mais e melhor, utilizando menos recursos e tomando decisões baseadas em informações. “O futuro da mecanização agrícola não será definido apenas pela potência ou pela capacidade operacional das máquinas. Será definido também pela inteligência que conseguirmos incorporar a elas e pela capacidade de transformar conectividade e dados em resultados. É essa discussão que queremos provocar no simpósio”, conclui o diretor regional.
A SAE BRASIL é uma associação de pessoas físicas, sem fins lucrativos, que tem como propósito ser “A Casa do Conhecimento da Mobilidade Brasileira”. Participam da entidade profissionais de variadas áreas, unidos pela missão de criar e de disseminar conhecimento, visando desenvolver tecnologia e inovação no ecossistema da mobilidade.
Fundada no Brasil em 1991 por executivos dos segmentos automotivo e aeroespacial conscientes da necessidade de se abrir as fronteiras do conhecimento da mobilidade e da integração do País ao processo de globalização da economia, a SAE BRASIL é referência nacional para a integração da indústria, academia, 3º setor e dos órgãos técnicos do governo. Conta com 6 mil associados e 09 seções regionais distribuídas desde o Nordeste até o extremo Sul do Brasil, constituindo-se hoje em uma das mais relevantes instituições do setor da mobilidade brasileira.
A SAE BRASIL é filiada à SAE International, fundada em 1905, nos EUA, por líderes de grande visão da indústria automotiva e da então nascente indústria aeronáutica, entre os quais se destacam Henry Ford, Orville Wright e Thomas Edison. Ao longo de mais de um século de existência tornou-se em uma das principais fontes de normas, padrões e conhecimento relativos aos setores automotivo e aeroespacial em todo o mundo, com mais de 35 mil normas geradas e mais de 138 mil sócios em cerca de 100 países.
Imprensa – 18º Simpósio SAE BRASIL de Máquinas Agrícolas
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